O LUGAR
Nunca esqueço o lugar onde viví
Minha infância querida e adorada...
Entre belas paisagens eu crescí
Escutando o cantar da passarada.
Das fontes e vertentes eu bebí...
Eu tinha uma alegria tão sonhada!
Passou o tempo e agora percebí
Que esse lugar pra mim não mudou nada.
Ainda pelo ar se sente o cheiro
De uma bela manhã primaveril
E até hoje floresce o limoeiro...
Tudo está lá; a pedra, a rua, o rio,
Ainda existe até aquele angazeiro...
Só a minha alegria é que sumiu!
Claudia Dimer
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Pérola gigante
Tomba o dia... o sol rútilo esmorece
Na derradeira luz enlanguescida...
De uma essência de aurora diluida
Faz-se um vapor de sombras... anoitece!
A noite é como sábia monja em prece
Com sua mão de bençãos estendida,
Vigilante da terra adormecida,
Guardiã do silêncio que eternece.
E as estrelas parecem lá nos céus
Cristais de diamante em negros véus
Ninfas da noite num silênte rito...
E a lua nívea em brilho cintilante
Me parece uma pérola gigante
Bem guardada na concha do infinito!
Claudia Dimer
Tomba o dia... o sol rútilo esmorece
Na derradeira luz enlanguescida...
De uma essência de aurora diluida
Faz-se um vapor de sombras... anoitece!
A noite é como sábia monja em prece
Com sua mão de bençãos estendida,
Vigilante da terra adormecida,
Guardiã do silêncio que eternece.
E as estrelas parecem lá nos céus
Cristais de diamante em negros véus
Ninfas da noite num silênte rito...
E a lua nívea em brilho cintilante
Me parece uma pérola gigante
Bem guardada na concha do infinito!
Claudia Dimer
sábado, 3 de abril de 2010
VEM LOGO
Teu corpo é feito qual nobre pintura...
Relíquia escultural dos alabastros!
Quais fortificações, domínios, castros
É o nosso amor tão forte que perdura.
Teu respirar é aroma e é brandura
O te olhar. Teus braços são dois mastros
Que em naus elevam velas rumo aos astros
À me levar aos mares de ternura!
Teu beijo tem sabor do melhor vinho
De seda é nosso leito e a noite é linho
Que em gozo se derrama o puro mel...
Vem logo antes que o dia resplandeça!
Cansado... repousar tua cabeça
Em meu seio... Depressa! Vem p'ro céu!
Claudia Dimer
MAL OU BEM
O amor... não sei... Não sei se é mal ou bem;
É o remédio que cura a mortal chaga,
Na mesma intensidade nos esmaga,
Nos leva à morte e toda a vida tem!
No seu surgir surge uma luz também,
No seu findar até o sol se apaga!
Não há felicidade que não traga,
Não há vazio tal se ele não vem!
Transforma o homem tímido em audaz
E o coração valente se estremece...
Vento rude que sopros doidos faz,
Brisa leve do mar que à noite desce!
Todos lembram da dor que as vezes traz...
Da paz que pode dar ninguém se esquece!
Claudia Dimer
É o remédio que cura a mortal chaga,
Na mesma intensidade nos esmaga,
Nos leva à morte e toda a vida tem!
No seu surgir surge uma luz também,
No seu findar até o sol se apaga!
Não há felicidade que não traga,
Não há vazio tal se ele não vem!
Transforma o homem tímido em audaz
E o coração valente se estremece...
Vento rude que sopros doidos faz,
Brisa leve do mar que à noite desce!
Todos lembram da dor que as vezes traz...
Da paz que pode dar ninguém se esquece!
Claudia Dimer
terça-feira, 23 de março de 2010
CASTIGO ETERNO
Quem me formou assim; "a mulher que ama"
E de alma apaixonada me dotou?
Me pôs um coração tal como chama
Que arde... ah! mas todo o amor a mim negou!
Quem me formou do barro pra outra lama;
O infortúnio. Me digam! quem formou
O espírito angustiado que em mim clama...?
De que me serve o corpo? de quem sou?
De que me serve a boca sem o beijo?
De que me servem ólhos se não vejo
O rosto desse alguém que tanto quero...?
Quem me soprou o fôlego de vida
Como um castigo eterno, sem saída...
Sem ter o amor desse homem que venero!
Claudia dimer
E de alma apaixonada me dotou?
Me pôs um coração tal como chama
Que arde... ah! mas todo o amor a mim negou!
Quem me formou do barro pra outra lama;
O infortúnio. Me digam! quem formou
O espírito angustiado que em mim clama...?
De que me serve o corpo? de quem sou?
De que me serve a boca sem o beijo?
De que me servem ólhos se não vejo
O rosto desse alguém que tanto quero...?
Quem me soprou o fôlego de vida
Como um castigo eterno, sem saída...
Sem ter o amor desse homem que venero!
Claudia dimer
quinta-feira, 11 de março de 2010
MATÉRIA PRIMORDIAL
Sóis esverdeados, céus em tons de rosa,
Mares de gelo... era um astro distante!
Eu viví lá milhões de anos luz, antes
De colidir a branca nebulosa.
No dormitar da noite vagarosa
Rompeu o espaço a rocha flamejante!
Viu-se o fulgor da Nave Mãe gigante
Ao emitir tal luz explendorosa!
Saiu da luz um ser extraterrestre;
Milhões de seres lhe chamavam; Mestre!
Lançou das mãos um fogo em espiral...
Então surgiram; células expostas,
Prótons e Nêutrons, Átomos... respostas...
Segredos da matéria primordial!
Claudia dimer
Mares de gelo... era um astro distante!
Eu viví lá milhões de anos luz, antes
De colidir a branca nebulosa.
No dormitar da noite vagarosa
Rompeu o espaço a rocha flamejante!
Viu-se o fulgor da Nave Mãe gigante
Ao emitir tal luz explendorosa!
Saiu da luz um ser extraterrestre;
Milhões de seres lhe chamavam; Mestre!
Lançou das mãos um fogo em espiral...
Então surgiram; células expostas,
Prótons e Nêutrons, Átomos... respostas...
Segredos da matéria primordial!
Claudia dimer
quinta-feira, 4 de março de 2010
EM OUTRA VIDA
Quem dera, amor, mil vezes ter nascido...
Se fosse pra viver assim te amando!
Que a vida é breve eu sei e o tempo ido
Tem o pesar da bela flor murchando.
Se este viver se acaba está perdído
Todo esse amor que a alma foi guardando?
Não me responda, não... ah! meu querido!
Responda simplesmente me beijando!
Quando eu te ví pensei; fui a escolhida
Para nesta existência ser unida
À um grande amor... te amei nesse segundo!...
Mas dentro em mim tive a impressão surgida
Como se eu já te visse em outra vida,
Como se eu já te amasse em outro mundo!
Claudia Dimer
Se fosse pra viver assim te amando!
Que a vida é breve eu sei e o tempo ido
Tem o pesar da bela flor murchando.
Se este viver se acaba está perdído
Todo esse amor que a alma foi guardando?
Não me responda, não... ah! meu querido!
Responda simplesmente me beijando!
Quando eu te ví pensei; fui a escolhida
Para nesta existência ser unida
À um grande amor... te amei nesse segundo!...
Mas dentro em mim tive a impressão surgida
Como se eu já te visse em outra vida,
Como se eu já te amasse em outro mundo!
Claudia Dimer
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