IRMÃ
À minha Prima e amiga de infância Denise Rodrigues da Silva
Não tive irmã, na infância, no passado,
Agora sei; eu tive mas não vi!
Passei a infância inteira do teu lado,
Ah! Minha amiga! Eu nunca percebi!
Nos distanciou o tempo, e tão calado
Meu coração chorando... assim segui...
Teu rosto meigo trago em mim guardado,
Dessa amizade nunca me esqueci!
Deus te criou pra ser a minha irmã;
Aos anjos ordenou no Paraíso
Para à minha Mãezinha te entregar...
E os anjos te trazendo de manhã
Se distraíram com o teu sorriso
E erraram o endereço do meu lar!
Claudia Dimer
terça-feira, 7 de agosto de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
As lindas tardes
Eu vejo as lindas tardes, sinto nelas
A natureza a todo o amor propensa...
As luzes do poente em aquarelas
Pintam nos céus Afrescos de Florença
O vento sopra manso nas janelas
Das casas... toda paz se torna imensa!
Pergunto pro meu ser que sonho anelas?
No que meu coração aflito pensa?
As tardes são alegres, são felizes,
Sem dores, sem sofrer, sem cicatrizes,
Mas nelas eu me sinto agonizada...
São como Catedrais com todo o encanto
E a minha vida noiva abandonada
Chorando dentro delas, tanto, tanto!...
Claudia Dimer
Eu vejo as lindas tardes, sinto nelas
A natureza a todo o amor propensa...
As luzes do poente em aquarelas
Pintam nos céus Afrescos de Florença
O vento sopra manso nas janelas
Das casas... toda paz se torna imensa!
Pergunto pro meu ser que sonho anelas?
No que meu coração aflito pensa?
As tardes são alegres, são felizes,
Sem dores, sem sofrer, sem cicatrizes,
Mas nelas eu me sinto agonizada...
São como Catedrais com todo o encanto
E a minha vida noiva abandonada
Chorando dentro delas, tanto, tanto!...
Claudia Dimer
Teus Passos
Tu passas, meu amor... te ver anelo!
Tu passas sem me olhar... que dor cortante!
E eu fito o teu andar altivo e belo
Com olhos de criança mendicante
Tu passas desprezando-me constante...
Qual chama de algum astro... e eu me gelo!
Meu sonho morto nos teus passos velo
Num fúnebre prantear angustiante.
Tu passas... são teus rastros um desenho
E assim, roubando todos, triste venho
Formando no meu ser amargos traços...
Olha pra trás e vê no pó da estrada
A minha vida, louca, agonizada,
Seguindo de joelho estes teus passos!...
Claudia Dimer
Tu passas sem me olhar... que dor cortante!
E eu fito o teu andar altivo e belo
Com olhos de criança mendicante
Tu passas desprezando-me constante...
Qual chama de algum astro... e eu me gelo!
Meu sonho morto nos teus passos velo
Num fúnebre prantear angustiante.
Tu passas... são teus rastros um desenho
E assim, roubando todos, triste venho
Formando no meu ser amargos traços...
Olha pra trás e vê no pó da estrada
A minha vida, louca, agonizada,
Seguindo de joelho estes teus passos!...
Claudia Dimer
quarta-feira, 21 de março de 2012
A voz de Deus
(Dedicado aos meus três filhos)
Sei que tudo tem voz e tudo entoa
Na natureza um canto de alegria;
Pelo espraiado o som do mar ecoa,
Geme a cigarra e um lindo tom se cria!
Ouço a falar a voz da ventania
Que ao meu ouvido, ao escutar, é boa.
Tanta palavra o rio pronuncía
Se ao oceano suas aguas doa!
Pergunto: O céu nos fala? Me respondo:
Gritam trovões nos céus em grande estrondo,
Apenas Deus... Apenas Deus se cala!
Mas, com saber, que alguém jamais alcança,
Deus inventou os olhos da criança
E é no olhar das crianças que ele fala!
Claudia Dimer
Sei que tudo tem voz e tudo entoa
Na natureza um canto de alegria;
Pelo espraiado o som do mar ecoa,
Geme a cigarra e um lindo tom se cria!
Ouço a falar a voz da ventania
Que ao meu ouvido, ao escutar, é boa.
Tanta palavra o rio pronuncía
Se ao oceano suas aguas doa!
Pergunto: O céu nos fala? Me respondo:
Gritam trovões nos céus em grande estrondo,
Apenas Deus... Apenas Deus se cala!
Mas, com saber, que alguém jamais alcança,
Deus inventou os olhos da criança
E é no olhar das crianças que ele fala!
Claudia Dimer
domingo, 18 de março de 2012
Pranto da Natureza
A mágoa vi fluir da natureza...
Tens mágoa, natureza? Tens? me conte!
É a cascata o prantear de um monte?
É um chorar, a água da represa?
O rio é o pranto de uma fonte
Que desce ao oceano em correnteza...
Pleno de anseio, cheio de tristeza
O nevoeiro é o pranto do horizonte!
O orvalho é a madrugada a lagrimar,
A seiva o choro d'Álamos cortados,
Do olhar da terra estila um pranto... o mar...
E os anjos que em um céu de risos moram
Por não serem de lágrimas dotados
É nas gotas da chuva que eles choram...
Claudia Dimer
Tens mágoa, natureza? Tens? me conte!
É a cascata o prantear de um monte?
É um chorar, a água da represa?
O rio é o pranto de uma fonte
Que desce ao oceano em correnteza...
Pleno de anseio, cheio de tristeza
O nevoeiro é o pranto do horizonte!
O orvalho é a madrugada a lagrimar,
A seiva o choro d'Álamos cortados,
Do olhar da terra estila um pranto... o mar...
E os anjos que em um céu de risos moram
Por não serem de lágrimas dotados
É nas gotas da chuva que eles choram...
Claudia Dimer
quinta-feira, 8 de março de 2012
Nunca mais
Do porto ele partiu, na tarde morna,
As ondas se arremessam contra o cais...
Pergunto ao mar revolto: O amor retorna?
Eu penso responder-me; Nunca mais!
O sol, de um ouro opaco, a tarde adorna...
Ao vento eu interrogo: Aonde vais?
Buscar o meu amor? Ele contorna
O céu, como exclamando; Nunca mais!
Pelos caminhos sigo a lamentar,
E o meu amor? Será que vai voltar?
Vou indagando até os pedregais...
Ouço um clamor ao ar, alguém chorando,
Parece a natureza pronunciando;
Nunca mais, nunca mais e nunca mais!
Claudia Dimer
Do porto ele partiu, na tarde morna,
As ondas se arremessam contra o cais...
Pergunto ao mar revolto: O amor retorna?
Eu penso responder-me; Nunca mais!
O sol, de um ouro opaco, a tarde adorna...
Ao vento eu interrogo: Aonde vais?
Buscar o meu amor? Ele contorna
O céu, como exclamando; Nunca mais!
Pelos caminhos sigo a lamentar,
E o meu amor? Será que vai voltar?
Vou indagando até os pedregais...
Ouço um clamor ao ar, alguém chorando,
Parece a natureza pronunciando;
Nunca mais, nunca mais e nunca mais!
Claudia Dimer
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Os passos dos meus sonhos
Hoje eu tentei chorar, mas, não consigo...
Se já secou meu pranto eu choraria?
Levaste minha paz, o amor que ia
No teu Adeus, deixou a dor comigo.
Levaste meu querer e mais te digo:
Foi junto ao teu andar minha alegria.
Numa expressão poética diria
Que todo meu sonhar se foi contigo!
Se um dia em teus caminhos amorosos
Ouvires sons de um passos vagarosos
Indo após ti , nalgum triste gemido,
Não penses que estarás enlouquecido
E não te espantes, não!... irás ouvindo
Os passos dos meus sonhos te seguindo...
Claudia Dimer
Hoje eu tentei chorar, mas, não consigo...
Se já secou meu pranto eu choraria?
Levaste minha paz, o amor que ia
No teu Adeus, deixou a dor comigo.
Levaste meu querer e mais te digo:
Foi junto ao teu andar minha alegria.
Numa expressão poética diria
Que todo meu sonhar se foi contigo!
Se um dia em teus caminhos amorosos
Ouvires sons de um passos vagarosos
Indo após ti , nalgum triste gemido,
Não penses que estarás enlouquecido
E não te espantes, não!... irás ouvindo
Os passos dos meus sonhos te seguindo...
Claudia Dimer
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