Natal de Sonho
Lembro o Natal nos tempos de menina
Pleno de sonho, riso e paz completa.
Um Presépio na igreja e numa esquina
Alguém doando a bala predileta.
Família reunida, a fé divina,
A mesa humilde, mas, de amor repleta.
A espera de um brinquedo que fascina
(A tão sonhada e amada bicicleta)
Hoje meu ser, ou pensa, ou mesmo vê
Que uma esperança já me disse Adeus
E que o Natal, de sonho está ausente;
Tão sem sonhar, que até parece que
Papai Noel tomou os sonhos meus
E foi distribuindo de presente...
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Pedido de Natal
Papai Noel, bem sabes, não te creio,
Mas és a historia linda que foi dita
E atendes o pedido em sonho enleio
Da gente que é feliz ou de alma aflita;
Eu não te enviarei pelo correio
A carta que te escrevo e em bela fita
Vermelha, não virá o bem que anseio,
Mas acho que a esperança é tão bonita!
O dia do Natal não mais me encanta,
Quando criança tudo te pedia,
Eu tinha sonhos e alegria tanta!...
Papai Noel, de sonhos ando ausente!
Atende o meu pedido em Poesia:
Dá-me os Natais da infância de presente!
Papai Noel, bem sabes, não te creio,
Mas és a historia linda que foi dita
E atendes o pedido em sonho enleio
Da gente que é feliz ou de alma aflita;
Eu não te enviarei pelo correio
A carta que te escrevo e em bela fita
Vermelha, não virá o bem que anseio,
Mas acho que a esperança é tão bonita!
O dia do Natal não mais me encanta,
Quando criança tudo te pedia,
Eu tinha sonhos e alegria tanta!...
Papai Noel, de sonhos ando ausente!
Atende o meu pedido em Poesia:
Dá-me os Natais da infância de presente!
domingo, 1 de setembro de 2013
Felicidade
Eu quis saber o que é felicidade
E a todos indaguei: Acaso existe?
Me disse o esperançoso: É a eternidade!
É Deus!- me respondeu o Monge triste!
É a morte! (a me indicar co'o dedo em riste
o túmulo) falou na insanidade
Um louco. Minha doce mãe insiste:
É o trabalho, a esperança, a lealdade...
Com meu olhar descrente e inseguro
Nenhuma das respostas aceitei.
Talvez resposta eu tenha no futuro...
Felicidade? Há quantas? Eu não sei!
Ou não encontro aquela que procuro,
Ou não procuro aquela que encontrei!
Claudia Dimer
Eu quis saber o que é felicidade
E a todos indaguei: Acaso existe?
Me disse o esperançoso: É a eternidade!
É Deus!- me respondeu o Monge triste!
É a morte! (a me indicar co'o dedo em riste
o túmulo) falou na insanidade
Um louco. Minha doce mãe insiste:
É o trabalho, a esperança, a lealdade...
Com meu olhar descrente e inseguro
Nenhuma das respostas aceitei.
Talvez resposta eu tenha no futuro...
Felicidade? Há quantas? Eu não sei!
Ou não encontro aquela que procuro,
Ou não procuro aquela que encontrei!
Claudia Dimer
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Altar sombrio
No mundo, onde alegria é cultuada,
E ser contente é quase obrigatório,
Onde o infeliz jamais será notório,
Eu louvo a minha dor amargurada!
Minha tristeza é mais glorificada!
O meu prantear, bem mais satisfatório!
Fiz um Altar sombrio - um oratório
Onde eu invoco a minha dor amada!
E assim, escrevo versos de ansiedade,
De magoas, de agonias, de saudade,
Versos de quem à paz não deu valor...
Um dia algo feliz bateu-me à porta;
Eu não abri... e na alegria morta
Deixou seu nome escrito: Eu sou o amor!...
Claudia Dimer
No mundo, onde alegria é cultuada,
E ser contente é quase obrigatório,
Onde o infeliz jamais será notório,
Eu louvo a minha dor amargurada!
Minha tristeza é mais glorificada!
O meu prantear, bem mais satisfatório!
Fiz um Altar sombrio - um oratório
Onde eu invoco a minha dor amada!
E assim, escrevo versos de ansiedade,
De magoas, de agonias, de saudade,
Versos de quem à paz não deu valor...
Um dia algo feliz bateu-me à porta;
Eu não abri... e na alegria morta
Deixou seu nome escrito: Eu sou o amor!...
Claudia Dimer
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Rasto divinal (este é um poema e não Soneto)
Vem, meu amor... o orvalho desce ao solo,
É noite, a luz se perde no horizonte...
Reclina a tua fronte no meu colo
Como o Sol se reclina sobre o monte!
Vem ver o céu, amor, ver as estrelas
Que Deus criou suspensas no infinito,
Só por que tens uns olhos para vê-las,
Só por que és meu sonho o mais bendito!
Contempla a Lua, a Lua está brilhante,
Nos braços da amplidão está! Que alvura!
Parece uma criança confiante
Que nos braços da mãe está segura!
Vem ver o mundo inteiro a admirar
Um rasto divinal luminescente
De um anjo pela terra a anunciar
Que esse amor viverá eternamente!
Claudia Dimer
Vem, meu amor... o orvalho desce ao solo,
É noite, a luz se perde no horizonte...
Reclina a tua fronte no meu colo
Como o Sol se reclina sobre o monte!
Vem ver o céu, amor, ver as estrelas
Que Deus criou suspensas no infinito,
Só por que tens uns olhos para vê-las,
Só por que és meu sonho o mais bendito!
Contempla a Lua, a Lua está brilhante,
Nos braços da amplidão está! Que alvura!
Parece uma criança confiante
Que nos braços da mãe está segura!
Vem ver o mundo inteiro a admirar
Um rasto divinal luminescente
De um anjo pela terra a anunciar
Que esse amor viverá eternamente!
Claudia Dimer
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Ao menos minha dor
Eu procurei, por toda a vida, atenta,
Como, um filho perdido, a mãe procura,
Uma gota de paz na alma sedenta,
Felicidade achar, na desventura.
Como a mais linda e cara vestimenta
De fino pano, de melhor textura,
Não me serviu o bem, e na tormenta
Eu desisti de uma alegria pura
As vezes, possuir felicidade,
Atrai inveja, a roubam por maldade,
E disputá-la assim, sequer convinha...
Possuo a dor! Ninguém a quer por nada!
Comigo está segura e bem guardada...
Ao menos minha dor é sempre minha!
sábado, 18 de maio de 2013
A Árvore do Sonho
Morava um homem num lugar deserto,
Onde, era o sol à tarde, abrasador.
Uma árvore plantou. Pensou: É certo
Que ela trará o alivio do calor.
Ele a cuidou, podou, ela cresceu,
Mas, sua sombra imensa, opostamente,
Na direção da rua se estendeu
E não na sua casa em tarde quente.
E ela abrigou passantes, viajores...
Nesta história reflito: meus labores
Se transformando em perdas, não em ganhos...
Ó árvore do sonho e do trabalho!
No meu esforço descuidado e falho,
Foi tua sombra proteger estranhos!
Claudia Dimer
Morava um homem num lugar deserto,
Onde, era o sol à tarde, abrasador.
Uma árvore plantou. Pensou: É certo
Que ela trará o alivio do calor.
Ele a cuidou, podou, ela cresceu,
Mas, sua sombra imensa, opostamente,
Na direção da rua se estendeu
E não na sua casa em tarde quente.
E ela abrigou passantes, viajores...
Nesta história reflito: meus labores
Se transformando em perdas, não em ganhos...
Ó árvore do sonho e do trabalho!
No meu esforço descuidado e falho,
Foi tua sombra proteger estranhos!
Claudia Dimer
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