sábado, 3 de abril de 2010
VEM LOGO
Teu corpo é feito qual nobre pintura...
Relíquia escultural dos alabastros!
Quais fortificações, domínios, castros
É o nosso amor tão forte que perdura.
Teu respirar é aroma e é brandura
O te olhar. Teus braços são dois mastros
Que em naus elevam velas rumo aos astros
À me levar aos mares de ternura!
Teu beijo tem sabor do melhor vinho
De seda é nosso leito e a noite é linho
Que em gozo se derrama o puro mel...
Vem logo antes que o dia resplandeça!
Cansado... repousar tua cabeça
Em meu seio... Depressa! Vem p'ro céu!
Claudia Dimer
MAL OU BEM
O amor... não sei... Não sei se é mal ou bem;
É o remédio que cura a mortal chaga,
Na mesma intensidade nos esmaga,
Nos leva à morte e toda a vida tem!
No seu surgir surge uma luz também,
No seu findar até o sol se apaga!
Não há felicidade que não traga,
Não há vazio tal se ele não vem!
Transforma o homem tímido em audaz
E o coração valente se estremece...
Vento rude que sopros doidos faz,
Brisa leve do mar que à noite desce!
Todos lembram da dor que as vezes traz...
Da paz que pode dar ninguém se esquece!
Claudia Dimer
É o remédio que cura a mortal chaga,
Na mesma intensidade nos esmaga,
Nos leva à morte e toda a vida tem!
No seu surgir surge uma luz também,
No seu findar até o sol se apaga!
Não há felicidade que não traga,
Não há vazio tal se ele não vem!
Transforma o homem tímido em audaz
E o coração valente se estremece...
Vento rude que sopros doidos faz,
Brisa leve do mar que à noite desce!
Todos lembram da dor que as vezes traz...
Da paz que pode dar ninguém se esquece!
Claudia Dimer
terça-feira, 23 de março de 2010
CASTIGO ETERNO
Quem me formou assim; "a mulher que ama"
E de alma apaixonada me dotou?
Me pôs um coração tal como chama
Que arde... ah! mas todo o amor a mim negou!
Quem me formou do barro pra outra lama;
O infortúnio. Me digam! quem formou
O espírito angustiado que em mim clama...?
De que me serve o corpo? de quem sou?
De que me serve a boca sem o beijo?
De que me servem ólhos se não vejo
O rosto desse alguém que tanto quero...?
Quem me soprou o fôlego de vida
Como um castigo eterno, sem saída...
Sem ter o amor desse homem que venero!
Claudia dimer
E de alma apaixonada me dotou?
Me pôs um coração tal como chama
Que arde... ah! mas todo o amor a mim negou!
Quem me formou do barro pra outra lama;
O infortúnio. Me digam! quem formou
O espírito angustiado que em mim clama...?
De que me serve o corpo? de quem sou?
De que me serve a boca sem o beijo?
De que me servem ólhos se não vejo
O rosto desse alguém que tanto quero...?
Quem me soprou o fôlego de vida
Como um castigo eterno, sem saída...
Sem ter o amor desse homem que venero!
Claudia dimer
quinta-feira, 11 de março de 2010
MATÉRIA PRIMORDIAL
Sóis esverdeados, céus em tons de rosa,
Mares de gelo... era um astro distante!
Eu viví lá milhões de anos luz, antes
De colidir a branca nebulosa.
No dormitar da noite vagarosa
Rompeu o espaço a rocha flamejante!
Viu-se o fulgor da Nave Mãe gigante
Ao emitir tal luz explendorosa!
Saiu da luz um ser extraterrestre;
Milhões de seres lhe chamavam; Mestre!
Lançou das mãos um fogo em espiral...
Então surgiram; células expostas,
Prótons e Nêutrons, Átomos... respostas...
Segredos da matéria primordial!
Claudia dimer
Mares de gelo... era um astro distante!
Eu viví lá milhões de anos luz, antes
De colidir a branca nebulosa.
No dormitar da noite vagarosa
Rompeu o espaço a rocha flamejante!
Viu-se o fulgor da Nave Mãe gigante
Ao emitir tal luz explendorosa!
Saiu da luz um ser extraterrestre;
Milhões de seres lhe chamavam; Mestre!
Lançou das mãos um fogo em espiral...
Então surgiram; células expostas,
Prótons e Nêutrons, Átomos... respostas...
Segredos da matéria primordial!
Claudia dimer
quinta-feira, 4 de março de 2010
EM OUTRA VIDA
Quem dera, amor, mil vezes ter nascido...
Se fosse pra viver assim te amando!
Que a vida é breve eu sei e o tempo ido
Tem o pesar da bela flor murchando.
Se este viver se acaba está perdído
Todo esse amor que a alma foi guardando?
Não me responda, não... ah! meu querido!
Responda simplesmente me beijando!
Quando eu te ví pensei; fui a escolhida
Para nesta existência ser unida
À um grande amor... te amei nesse segundo!...
Mas dentro em mim tive a impressão surgida
Como se eu já te visse em outra vida,
Como se eu já te amasse em outro mundo!
Claudia Dimer
Se fosse pra viver assim te amando!
Que a vida é breve eu sei e o tempo ido
Tem o pesar da bela flor murchando.
Se este viver se acaba está perdído
Todo esse amor que a alma foi guardando?
Não me responda, não... ah! meu querido!
Responda simplesmente me beijando!
Quando eu te ví pensei; fui a escolhida
Para nesta existência ser unida
À um grande amor... te amei nesse segundo!...
Mas dentro em mim tive a impressão surgida
Como se eu já te visse em outra vida,
Como se eu já te amasse em outro mundo!
Claudia Dimer
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O QUE EU TINHA
Eu tinha brandos sonhos esculpidos
Por entre Arco-íris surreais
Meus véus de sedas d'alva eram tecídos
Com laços de alegrias eternais.
Eu tinha doces lábios envolvidos
Em beijos de caricias sem iguais,
Fui dona de prazeres já vividos
Que foi possivel ter entre os mortais.
Eu tinha toda a paz, toda a brancura
Das nuvens que ao céu levam pleno encanto...
Mas... ah! veja a tolice que hoje eu fiz;
Perderam-se meus bens na vil loucura
De pronunciar-te o Adeus... hoje sou pranto...
Só tenho a solidão de uma infeliz!
Só tenho a solidão de uma infeliz!
Claudia Dimer
CONFESSO
Confesso que já não te amo mais;
Confesso que não quero mais te ver
Confesso que não quero te querer
Confesso que não vou te ver jamais
Confesso que não somos mais iguais
Confesso que sem tí não vou sofrer
Confesso que consígo te esquecer
Confesso confissões que são reais
Confesso que não gosto do teu beijos
Confesso que não tocas meu desejos
Que ao fazermos amor nada sentí...
Confesso; nossos rumos são inversos
Confesso enfim que em todos estes versos
Tão descaradamente eu só mentí!!
Claudia Dimer
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