Felicidade
Eu quis saber o que é felicidade
E a todos indaguei: Acaso existe?
Me disse o esperançoso: É a eternidade!
É Deus!- me respondeu o Monge triste!
É a morte! (a me indicar co'o dedo em riste
o túmulo) falou na insanidade
Um louco. Minha doce mãe insiste:
É o trabalho, a esperança, a lealdade...
Com meu olhar descrente e inseguro
Nenhuma das respostas aceitei.
Talvez resposta eu tenha no futuro...
Felicidade? Há quantas? Eu não sei!
Ou não encontro aquela que procuro,
Ou não procuro aquela que encontrei!
Claudia Dimer
domingo, 1 de setembro de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Altar sombrio
No mundo, onde alegria é cultuada,
E ser contente é quase obrigatório,
Onde o infeliz jamais será notório,
Eu louvo a minha dor amargurada!
Minha tristeza é mais glorificada!
O meu prantear, bem mais satisfatório!
Fiz um Altar sombrio - um oratório
Onde eu invoco a minha dor amada!
E assim, escrevo versos de ansiedade,
De magoas, de agonias, de saudade,
Versos de quem à paz não deu valor...
Um dia algo feliz bateu-me à porta;
Eu não abri... e na alegria morta
Deixou seu nome escrito: Eu sou o amor!...
Claudia Dimer
No mundo, onde alegria é cultuada,
E ser contente é quase obrigatório,
Onde o infeliz jamais será notório,
Eu louvo a minha dor amargurada!
Minha tristeza é mais glorificada!
O meu prantear, bem mais satisfatório!
Fiz um Altar sombrio - um oratório
Onde eu invoco a minha dor amada!
E assim, escrevo versos de ansiedade,
De magoas, de agonias, de saudade,
Versos de quem à paz não deu valor...
Um dia algo feliz bateu-me à porta;
Eu não abri... e na alegria morta
Deixou seu nome escrito: Eu sou o amor!...
Claudia Dimer
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Rasto divinal (este é um poema e não Soneto)
Vem, meu amor... o orvalho desce ao solo,
É noite, a luz se perde no horizonte...
Reclina a tua fronte no meu colo
Como o Sol se reclina sobre o monte!
Vem ver o céu, amor, ver as estrelas
Que Deus criou suspensas no infinito,
Só por que tens uns olhos para vê-las,
Só por que és meu sonho o mais bendito!
Contempla a Lua, a Lua está brilhante,
Nos braços da amplidão está! Que alvura!
Parece uma criança confiante
Que nos braços da mãe está segura!
Vem ver o mundo inteiro a admirar
Um rasto divinal luminescente
De um anjo pela terra a anunciar
Que esse amor viverá eternamente!
Claudia Dimer
Vem, meu amor... o orvalho desce ao solo,
É noite, a luz se perde no horizonte...
Reclina a tua fronte no meu colo
Como o Sol se reclina sobre o monte!
Vem ver o céu, amor, ver as estrelas
Que Deus criou suspensas no infinito,
Só por que tens uns olhos para vê-las,
Só por que és meu sonho o mais bendito!
Contempla a Lua, a Lua está brilhante,
Nos braços da amplidão está! Que alvura!
Parece uma criança confiante
Que nos braços da mãe está segura!
Vem ver o mundo inteiro a admirar
Um rasto divinal luminescente
De um anjo pela terra a anunciar
Que esse amor viverá eternamente!
Claudia Dimer
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Ao menos minha dor
Eu procurei, por toda a vida, atenta,
Como, um filho perdido, a mãe procura,
Uma gota de paz na alma sedenta,
Felicidade achar, na desventura.
Como a mais linda e cara vestimenta
De fino pano, de melhor textura,
Não me serviu o bem, e na tormenta
Eu desisti de uma alegria pura
As vezes, possuir felicidade,
Atrai inveja, a roubam por maldade,
E disputá-la assim, sequer convinha...
Possuo a dor! Ninguém a quer por nada!
Comigo está segura e bem guardada...
Ao menos minha dor é sempre minha!
sábado, 18 de maio de 2013
A Árvore do Sonho
Morava um homem num lugar deserto,
Onde, era o sol à tarde, abrasador.
Uma árvore plantou. Pensou: É certo
Que ela trará o alivio do calor.
Ele a cuidou, podou, ela cresceu,
Mas, sua sombra imensa, opostamente,
Na direção da rua se estendeu
E não na sua casa em tarde quente.
E ela abrigou passantes, viajores...
Nesta história reflito: meus labores
Se transformando em perdas, não em ganhos...
Ó árvore do sonho e do trabalho!
No meu esforço descuidado e falho,
Foi tua sombra proteger estranhos!
Claudia Dimer
Morava um homem num lugar deserto,
Onde, era o sol à tarde, abrasador.
Uma árvore plantou. Pensou: É certo
Que ela trará o alivio do calor.
Ele a cuidou, podou, ela cresceu,
Mas, sua sombra imensa, opostamente,
Na direção da rua se estendeu
E não na sua casa em tarde quente.
E ela abrigou passantes, viajores...
Nesta história reflito: meus labores
Se transformando em perdas, não em ganhos...
Ó árvore do sonho e do trabalho!
No meu esforço descuidado e falho,
Foi tua sombra proteger estranhos!
Claudia Dimer
Teu caminho
Teu caminho é prisão - a mais segura.
Dele não saberás jamais fugir!
É minha ausência - invólucro da agrura,
Um bruto carcereiro a te afligir.
Teu caminho é prisão onde a tortura
Anda a sangrar a face do existir.
Tudo tornou-se em ti qual noite escura
Quando o teu lábio o Adeus quis proferir.
Há pedras de tristeza nas estradas,
Há flores, pela angustia pisoteadas...
Não tenho vida e a lamentar te digo:
Inclina o rosto, amor, por onde vais:
Junto aos teus pés verás um rastro a mais....
É minha vida que se foi contigo!...
Claudia Dimer
Teu caminho é prisão - a mais segura.
Dele não saberás jamais fugir!
É minha ausência - invólucro da agrura,
Um bruto carcereiro a te afligir.
Teu caminho é prisão onde a tortura
Anda a sangrar a face do existir.
Tudo tornou-se em ti qual noite escura
Quando o teu lábio o Adeus quis proferir.
Há pedras de tristeza nas estradas,
Há flores, pela angustia pisoteadas...
Não tenho vida e a lamentar te digo:
Inclina o rosto, amor, por onde vais:
Junto aos teus pés verás um rastro a mais....
É minha vida que se foi contigo!...
Claudia Dimer
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Soneto sem fim
A minha dor não tem um fim, não tem!
Eternamente fez em mim morada.
E chora essa minha alma entre o desdém
Um choro de criança abandonada.
Não a conheço ou sei de onde é que vem,
Procuro a causa e não encontro nada.
Talvez ela me venha de ninguém,
De ser ninguém, ou de não ser amada.
Se um instante, de mim se compadece,
Fica invisível como o Arlequim
Mas, para me zombar reaparece!
Eu trago tanta dor dentro de mim
Que a expressaria apenas se eu fizesse
Um Soneto que não tivesse fim!...
Claudia Dimer
A minha dor não tem um fim, não tem!
Eternamente fez em mim morada.
E chora essa minha alma entre o desdém
Um choro de criança abandonada.
Não a conheço ou sei de onde é que vem,
Procuro a causa e não encontro nada.
Talvez ela me venha de ninguém,
De ser ninguém, ou de não ser amada.
Se um instante, de mim se compadece,
Fica invisível como o Arlequim
Mas, para me zombar reaparece!
Eu trago tanta dor dentro de mim
Que a expressaria apenas se eu fizesse
Um Soneto que não tivesse fim!...
Claudia Dimer
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