quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O QUE EU TINHA

Eu tinha brandos sonhos esculpidos
Por entre Arco-íris surreais
Meus véus de sedas d'alva eram tecídos
Com laços de alegrias eternais.

Eu tinha doces lábios envolvidos
Em beijos de caricias sem iguais,
Fui dona de prazeres já vividos
Que foi possivel ter entre os mortais.

Eu tinha toda a paz, toda a brancura
Das nuvens que ao céu levam pleno  encanto...
Mas... ah! veja a tolice que hoje eu fiz;

Perderam-se meus bens na vil loucura
De pronunciar-te o Adeus... hoje sou pranto...
Só tenho a solidão de uma infeliz!



Claudia Dimer

CONFESSO

Confesso que já não te amo mais;   
Confesso que não quero mais te ver
Confesso que não quero te querer   
Confesso que não vou te ver jamais   

Confesso que não somos mais iguais 
Confesso que sem tí não vou sofrer  
Confesso que consígo te esquecer    
Confesso confissões que são reais    

Confesso que não gosto do teu beijos
Confesso que não tocas meu desejos       
Que ao fazermos amor nada sentí... 

Confesso; nossos rumos são inversos
Confesso enfim que em todos estes versos
Tão descaradamente eu só mentí!!   



Claudia Dimer

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O NASCER DO DEUS MENINO

Cantam anjos celestes; ouço o hino...
Paira gloriosa a estrela de belém!
E a mão materna ào ninar divino
Tráz a criança. Eis o amor e o bem!

No rosto de José o riso... o sino
Tocou nos corações da terra além...
Vê-se o primeiro olhar do Deus menino
Fitando sua mãe... a paz lhe vem!

Pra salvação findou-se o empecílho...
Maria abraça o Cristo num segundo
E ao ver em seus olhinhos tanto brilho

Talvez pensou, num suspirar profundo;
'Quem dera nunca me deixasses, filho...
Quem dera não morresses pelo mundo!'




Claudia  Dimer

DESCRIÇÃO DO AMOR

Te amo tanto assim e não te falo;
Pois que emudeço ante a tua imagem!
Meu olhar serve então de outra linguagem
Pra te falar de amor quando me calo.

E o quê dizer do amor, como explicá-lo?
É o paraíso, oasis ou miragem
Que a alma no corpo, apenas de passagem,
Encontra a vida plena ao encontrá-lo...?

É o bem maior que almejo com tal zelo,
Completa paz que o ser idealiza,
Mar de emoção de sonhos já submersos...

Só sei sentir mas não sei descrevê-lo,
Quem dera eu ter nascido poetisa
Pra te expressar o amor em simples versos!




Claudia Dimer

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

QUEM EU SOU

Eu sou no mundo a própria desventura...
Do amor; a rejeitada. Sou aquela
Que hoje é nem tão jovem, nem tão bela,
Penumbra do viver, sou noite escura.

Sou fim de uma esperança e em tortura
Os meus olhos se cansam na janela
Olhando a longa estrada desta cela
Que é minha existência sem ternura.

E ainda mais elevas meu tormento
Com teu despreso amargo e assim tão vil...
Afirmas que nem lembra mais quem sou;

Se te esqueceu... Prazer! eu me apresento:
Sou a mulher mais cega que existiu;
Eu sou aquela tola que te amou!




Claudia Dimer

OLHOS AZUIS

Teus olhos tem o azul do imenso mar!
Teus olhos são dois anjos soluçantes
Prostrados ante os deuses dos amantes
Rogando pra esse amor não se acabar.

Vou na cor destes olhos flutuar...
Levada a paraísos rutilantes,
Amando loucamente... jamais antes
Vía tons azulados de um sonhar.

Teus olhos me são jóias presenteadas,
Labaredas azuis de um fogaréu!
Varíam nas nuances e matiz;

Reluzentes safiras lapidadas,
Dois cristais refletindo a cor dos céus,
No dia a fulgurar; dois sóis anís!




Claudia  Dimer

MAIS QUE TOTALMENTE

Te amo muito mais que totalmente.
Te amo mais que a lógica permite,
Muito além da barreira do limite,
Sem normas, sem querer ser coerente.

Te amo além da compreensão da mente,
Te amo mais que o amar nos admite,
Sem razão, argumentos, sem convite
Pra sonhar... sem fronteiras... loucamente!

Te amo! achar palavras não consígo
Pra falar da paixão que me é tão linda...
Mas nesta poesia assim prossígo;

Te amo que o expressar até me finda
E se a expressão se finda, apenas digo:
Não sei se te amo assim ou mais ainda!




Claudia  Dimer