Fortes laços
Tristeza, não me deixes! Que eu consiga
juntar os passos teus rente aos meus passos...
Lembrar contigo uma alegria antiga,
paixões frementes, tórridos abraços...
Eu sou a irmã das dores, dos cansaços,
órfão que o mundo vê mas, não abriga...
De tanto andarmos juntas, fortes laços
criamos... Ó tristeza, grande amiga!
Existe um coração igual montanha
erguendo o Sol ao dorso em luz tamanha
mas, a montanha é pedra bem no fundo...
Rosa estranha de eternos roseirais -
tristeza! És tão sincera, vales mais
que todo o riso falso deste mundo!
sábado, 21 de junho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Boa noite...
Razão
Formou-se o Universo - o largo Estudo
humano explica que um motivo existe...
O céu, a Terra, a Lua, o Sol e tudo
tem um "porquê" na criação. Ouviste?
Surgiu a vida - um bem no qual me iludo...
Surgiu a morte para eu ser mais triste!
E fez-se o Mar e o vento em som agudo...
Onde há explicação que me conquiste?
Formou-se a chuva para a plantação,
e o amor para quê? Para a ilusão
que torna o meu viver fatal tolice!...
"Para tudo há razão". Quem foi que disse?
Meu existir teria uma razão
se dentro do teu sonho eu existisse!
Claudia Dimer
Razão
Formou-se o Universo - o largo Estudo
humano explica que um motivo existe...
O céu, a Terra, a Lua, o Sol e tudo
tem um "porquê" na criação. Ouviste?
Surgiu a vida - um bem no qual me iludo...
Surgiu a morte para eu ser mais triste!
E fez-se o Mar e o vento em som agudo...
Onde há explicação que me conquiste?
Formou-se a chuva para a plantação,
e o amor para quê? Para a ilusão
que torna o meu viver fatal tolice!...
"Para tudo há razão". Quem foi que disse?
Meu existir teria uma razão
se dentro do teu sonho eu existisse!
Claudia Dimer
sábado, 31 de maio de 2014
Ouvi algumas pessoas dizerem que não gostam de ler poesia Clássica ou Sonetos de Poetas do passado, por que este estilo de Poesia tem muitas palavras e interpretações difíceis.
Devo concordar com isso pois eu mesma já li e reli varias vezes os Sonetos de Camões pra poder entender o que o Poeta estava querendo dizer.Eu não sou uma grande Poeta mas morro de medo que os leitores não consigam interpretar meus pensamentos e idéias em um Soneto...rsrsrsr
Vou traduzir um verso de um Soneto meu, antes de postá-lo, uma pequena ajudinha para o leitor entender as minhas idéias Poéticas;
O verso é o seguinte:
"Dorso do Mar que o Altivo céu sublinha"
Interpretando:
Dorso: Costas ou parte superior de alguma coisa
Sublinhar: Passar um traço, uma linha por baixo
Então as costas do mar (dorso) Aquela linha que separa o mar do céu é o dorso do mar e o dorso do mar é um traço, uma linha que sublinha o céu.Então as costas do mar é uma linha, um traço que Sublinha, que faz um risco debaixo do céu.
Adejam, níveos, neste teu olhar
Adejam, níveos, neste teu olhar
Traços da Auréola que ao Luar se alinha...
Ah! Eu nasci com gestos de Rainha
Pra teu olhar, sofrente Mendigar!
Teus olhos fitos; lago a se esplainar,
Dorso do Mar que o altivo céu sublinha...
Eu vejo a minha dor, eu vejo a minha
Mísera vida alheia ao teu visar!
É teu olhar o alvorecer do dia,
Raios de Sol que a primavera envia
Sobra a alvura de Lírios e Magnólias...
Fecha os olhos, amor, por um segundo,
Verás a escuridão que há no meu mundo
Se busco o teu olhar e não me olhas
Devo concordar com isso pois eu mesma já li e reli varias vezes os Sonetos de Camões pra poder entender o que o Poeta estava querendo dizer.Eu não sou uma grande Poeta mas morro de medo que os leitores não consigam interpretar meus pensamentos e idéias em um Soneto...rsrsrsr
Vou traduzir um verso de um Soneto meu, antes de postá-lo, uma pequena ajudinha para o leitor entender as minhas idéias Poéticas;
O verso é o seguinte:
"Dorso do Mar que o Altivo céu sublinha"
Interpretando:
Dorso: Costas ou parte superior de alguma coisa
Sublinhar: Passar um traço, uma linha por baixo
Então as costas do mar (dorso) Aquela linha que separa o mar do céu é o dorso do mar e o dorso do mar é um traço, uma linha que sublinha o céu.Então as costas do mar é uma linha, um traço que Sublinha, que faz um risco debaixo do céu.
Adejam, níveos, neste teu olhar
Adejam, níveos, neste teu olhar
Traços da Auréola que ao Luar se alinha...
Ah! Eu nasci com gestos de Rainha
Pra teu olhar, sofrente Mendigar!
Teus olhos fitos; lago a se esplainar,
Dorso do Mar que o altivo céu sublinha...
Eu vejo a minha dor, eu vejo a minha
Mísera vida alheia ao teu visar!
É teu olhar o alvorecer do dia,
Raios de Sol que a primavera envia
Sobra a alvura de Lírios e Magnólias...
Fecha os olhos, amor, por um segundo,
Verás a escuridão que há no meu mundo
Se busco o teu olhar e não me olhas
terça-feira, 6 de maio de 2014
A menina e a porta
Cortava a lenha o pai... Recordação
Do antigo lar. Sorria, era pequena.
A sua mãe à beira do fogão
Cantarolava uma cantiga amena.
Crescia. A juventude uma ilusão...
O mundo, imenso mar de emoção plena!
Da casa a porta abria e via então
Um rumo, algum sonhar que ao longe acena.
Na casa humilde o amor sempre a envolvia,
A porta era tão velha mas, se abria
E abrindo, foi em frente... o olhar em riste...
Seu rumo hoje é seu lar na nova vida,
Se chora, vê que a porta de saída
Ou sempre está trancada ou não existe.
Cortava a lenha o pai... Recordação
Do antigo lar. Sorria, era pequena.
A sua mãe à beira do fogão
Cantarolava uma cantiga amena.
Crescia. A juventude uma ilusão...
O mundo, imenso mar de emoção plena!
Da casa a porta abria e via então
Um rumo, algum sonhar que ao longe acena.
Na casa humilde o amor sempre a envolvia,
A porta era tão velha mas, se abria
E abrindo, foi em frente... o olhar em riste...
Seu rumo hoje é seu lar na nova vida,
Se chora, vê que a porta de saída
Ou sempre está trancada ou não existe.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Por quê?
A Rosa não indaga: Por que findo?
Não pensa o animal: Por que é que morro?
A rocha à beira mar não diz: Socorro!
Quando lhe açoita a onda em ritmo infindo.
Não chora a tarde quando está sumindo!
Não se pergunta o tempo: Por que corro?
Nem diz, a fonte muda: Por que jorro
Sempre incansavelmente e ressurgindo?
Por que surgi no mundo? Um ser pensante,
A indagar a vida todo instante,
Querendo enxergar mais do que se vê!...
Minha sabedoria é meu pavor!
Por que sou uma alma sem amor?
Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?!...
Claudia Dimer
A Rosa não indaga: Por que findo?
Não pensa o animal: Por que é que morro?
A rocha à beira mar não diz: Socorro!
Quando lhe açoita a onda em ritmo infindo.
Não chora a tarde quando está sumindo!
Não se pergunta o tempo: Por que corro?
Nem diz, a fonte muda: Por que jorro
Sempre incansavelmente e ressurgindo?
Por que surgi no mundo? Um ser pensante,
A indagar a vida todo instante,
Querendo enxergar mais do que se vê!...
Minha sabedoria é meu pavor!
Por que sou uma alma sem amor?
Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?!...
Claudia Dimer
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Adoração
Ouço teu nome, surda ao som dos ares,
Meu lábio é emudecido de falar-te,
Não mais te enxergo, louca, em toda a parte,
Pois te escondeste em mim, em meus sonhares!
Meu ser anda encontrando teus lugares
Perdidos...dou a vida ao adorar-te!
Livro mais lido não possui a Arte
Perfeita mais que a letra em teus olhares!
Toda a existência morro, tudo morre,
Quando medito nisso o amor percorre
A veia do infinito e em tons ateus
Te elevo um canto e digo resignada:
Ah! Posso pelos céus ser condenada
Por amar-te bem mais que ao próprio Deus!
Claudia Dimer
Ouço teu nome, surda ao som dos ares,
Meu lábio é emudecido de falar-te,
Não mais te enxergo, louca, em toda a parte,
Pois te escondeste em mim, em meus sonhares!
Meu ser anda encontrando teus lugares
Perdidos...dou a vida ao adorar-te!
Livro mais lido não possui a Arte
Perfeita mais que a letra em teus olhares!
Toda a existência morro, tudo morre,
Quando medito nisso o amor percorre
A veia do infinito e em tons ateus
Te elevo um canto e digo resignada:
Ah! Posso pelos céus ser condenada
Por amar-te bem mais que ao próprio Deus!
Claudia Dimer
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Natal de Sonho
Natal de Sonho
Lembro o Natal nos tempos de menina
Pleno de sonho, riso e paz completa.
Um Presépio na igreja e numa esquina
Alguém doando a bala predileta.
Família reunida, a fé divina,
A mesa humilde, mas, de amor repleta.
A espera de um brinquedo que fascina
(A tão sonhada e amada bicicleta)
Hoje meu ser, ou pensa, ou mesmo vê
Que uma esperança já me disse Adeus
E que o Natal, de sonho está ausente;
Tão sem sonhar, que até parece que
Papai Noel tomou os sonhos meus
E foi distribuindo de presente...
Lembro o Natal nos tempos de menina
Pleno de sonho, riso e paz completa.
Um Presépio na igreja e numa esquina
Alguém doando a bala predileta.
Família reunida, a fé divina,
A mesa humilde, mas, de amor repleta.
A espera de um brinquedo que fascina
(A tão sonhada e amada bicicleta)
Hoje meu ser, ou pensa, ou mesmo vê
Que uma esperança já me disse Adeus
E que o Natal, de sonho está ausente;
Tão sem sonhar, que até parece que
Papai Noel tomou os sonhos meus
E foi distribuindo de presente...
Pedido de Natal
Papai Noel, bem sabes, não te creio,
Mas és a historia linda que foi dita
E atendes o pedido em sonho enleio
Da gente que é feliz ou de alma aflita;
Eu não te enviarei pelo correio
A carta que te escrevo e em bela fita
Vermelha, não virá o bem que anseio,
Mas acho que a esperança é tão bonita!
O dia do Natal não mais me encanta,
Quando criança tudo te pedia,
Eu tinha sonhos e alegria tanta!...
Papai Noel, de sonhos ando ausente!
Atende o meu pedido em Poesia:
Dá-me os Natais da infância de presente!
Papai Noel, bem sabes, não te creio,
Mas és a historia linda que foi dita
E atendes o pedido em sonho enleio
Da gente que é feliz ou de alma aflita;
Eu não te enviarei pelo correio
A carta que te escrevo e em bela fita
Vermelha, não virá o bem que anseio,
Mas acho que a esperança é tão bonita!
O dia do Natal não mais me encanta,
Quando criança tudo te pedia,
Eu tinha sonhos e alegria tanta!...
Papai Noel, de sonhos ando ausente!
Atende o meu pedido em Poesia:
Dá-me os Natais da infância de presente!
domingo, 1 de setembro de 2013
Felicidade
Eu quis saber o que é felicidade
E a todos indaguei: Acaso existe?
Me disse o esperançoso: É a eternidade!
É Deus!- me respondeu o Monge triste!
É a morte! (a me indicar co'o dedo em riste
o túmulo) falou na insanidade
Um louco. Minha doce mãe insiste:
É o trabalho, a esperança, a lealdade...
Com meu olhar descrente e inseguro
Nenhuma das respostas aceitei.
Talvez resposta eu tenha no futuro...
Felicidade? Há quantas? Eu não sei!
Ou não encontro aquela que procuro,
Ou não procuro aquela que encontrei!
Claudia Dimer
Eu quis saber o que é felicidade
E a todos indaguei: Acaso existe?
Me disse o esperançoso: É a eternidade!
É Deus!- me respondeu o Monge triste!
É a morte! (a me indicar co'o dedo em riste
o túmulo) falou na insanidade
Um louco. Minha doce mãe insiste:
É o trabalho, a esperança, a lealdade...
Com meu olhar descrente e inseguro
Nenhuma das respostas aceitei.
Talvez resposta eu tenha no futuro...
Felicidade? Há quantas? Eu não sei!
Ou não encontro aquela que procuro,
Ou não procuro aquela que encontrei!
Claudia Dimer
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Altar sombrio
No mundo, onde alegria é cultuada,
E ser contente é quase obrigatório,
Onde o infeliz jamais será notório,
Eu louvo a minha dor amargurada!
Minha tristeza é mais glorificada!
O meu prantear, bem mais satisfatório!
Fiz um Altar sombrio - um oratório
Onde eu invoco a minha dor amada!
E assim, escrevo versos de ansiedade,
De magoas, de agonias, de saudade,
Versos de quem à paz não deu valor...
Um dia algo feliz bateu-me à porta;
Eu não abri... e na alegria morta
Deixou seu nome escrito: Eu sou o amor!...
Claudia Dimer
No mundo, onde alegria é cultuada,
E ser contente é quase obrigatório,
Onde o infeliz jamais será notório,
Eu louvo a minha dor amargurada!
Minha tristeza é mais glorificada!
O meu prantear, bem mais satisfatório!
Fiz um Altar sombrio - um oratório
Onde eu invoco a minha dor amada!
E assim, escrevo versos de ansiedade,
De magoas, de agonias, de saudade,
Versos de quem à paz não deu valor...
Um dia algo feliz bateu-me à porta;
Eu não abri... e na alegria morta
Deixou seu nome escrito: Eu sou o amor!...
Claudia Dimer
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Rasto divinal (este é um poema e não Soneto)
Vem, meu amor... o orvalho desce ao solo,
É noite, a luz se perde no horizonte...
Reclina a tua fronte no meu colo
Como o Sol se reclina sobre o monte!
Vem ver o céu, amor, ver as estrelas
Que Deus criou suspensas no infinito,
Só por que tens uns olhos para vê-las,
Só por que és meu sonho o mais bendito!
Contempla a Lua, a Lua está brilhante,
Nos braços da amplidão está! Que alvura!
Parece uma criança confiante
Que nos braços da mãe está segura!
Vem ver o mundo inteiro a admirar
Um rasto divinal luminescente
De um anjo pela terra a anunciar
Que esse amor viverá eternamente!
Claudia Dimer
Vem, meu amor... o orvalho desce ao solo,
É noite, a luz se perde no horizonte...
Reclina a tua fronte no meu colo
Como o Sol se reclina sobre o monte!
Vem ver o céu, amor, ver as estrelas
Que Deus criou suspensas no infinito,
Só por que tens uns olhos para vê-las,
Só por que és meu sonho o mais bendito!
Contempla a Lua, a Lua está brilhante,
Nos braços da amplidão está! Que alvura!
Parece uma criança confiante
Que nos braços da mãe está segura!
Vem ver o mundo inteiro a admirar
Um rasto divinal luminescente
De um anjo pela terra a anunciar
Que esse amor viverá eternamente!
Claudia Dimer
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Ao menos minha dor
Eu procurei, por toda a vida, atenta,
Como, um filho perdido, a mãe procura,
Uma gota de paz na alma sedenta,
Felicidade achar, na desventura.
Como a mais linda e cara vestimenta
De fino pano, de melhor textura,
Não me serviu o bem, e na tormenta
Eu desisti de uma alegria pura
As vezes, possuir felicidade,
Atrai inveja, a roubam por maldade,
E disputá-la assim, sequer convinha...
Possuo a dor! Ninguém a quer por nada!
Comigo está segura e bem guardada...
Ao menos minha dor é sempre minha!
sábado, 18 de maio de 2013
A Árvore do Sonho
Morava um homem num lugar deserto,
Onde, era o sol à tarde, abrasador.
Uma árvore plantou. Pensou: É certo
Que ela trará o alivio do calor.
Ele a cuidou, podou, ela cresceu,
Mas, sua sombra imensa, opostamente,
Na direção da rua se estendeu
E não na sua casa em tarde quente.
E ela abrigou passantes, viajores...
Nesta história reflito: meus labores
Se transformando em perdas, não em ganhos...
Ó árvore do sonho e do trabalho!
No meu esforço descuidado e falho,
Foi tua sombra proteger estranhos!
Claudia Dimer
Morava um homem num lugar deserto,
Onde, era o sol à tarde, abrasador.
Uma árvore plantou. Pensou: É certo
Que ela trará o alivio do calor.
Ele a cuidou, podou, ela cresceu,
Mas, sua sombra imensa, opostamente,
Na direção da rua se estendeu
E não na sua casa em tarde quente.
E ela abrigou passantes, viajores...
Nesta história reflito: meus labores
Se transformando em perdas, não em ganhos...
Ó árvore do sonho e do trabalho!
No meu esforço descuidado e falho,
Foi tua sombra proteger estranhos!
Claudia Dimer
Teu caminho
Teu caminho é prisão - a mais segura.
Dele não saberás jamais fugir!
É minha ausência - invólucro da agrura,
Um bruto carcereiro a te afligir.
Teu caminho é prisão onde a tortura
Anda a sangrar a face do existir.
Tudo tornou-se em ti qual noite escura
Quando o teu lábio o Adeus quis proferir.
Há pedras de tristeza nas estradas,
Há flores, pela angustia pisoteadas...
Não tenho vida e a lamentar te digo:
Inclina o rosto, amor, por onde vais:
Junto aos teus pés verás um rastro a mais....
É minha vida que se foi contigo!...
Claudia Dimer
Teu caminho é prisão - a mais segura.
Dele não saberás jamais fugir!
É minha ausência - invólucro da agrura,
Um bruto carcereiro a te afligir.
Teu caminho é prisão onde a tortura
Anda a sangrar a face do existir.
Tudo tornou-se em ti qual noite escura
Quando o teu lábio o Adeus quis proferir.
Há pedras de tristeza nas estradas,
Há flores, pela angustia pisoteadas...
Não tenho vida e a lamentar te digo:
Inclina o rosto, amor, por onde vais:
Junto aos teus pés verás um rastro a mais....
É minha vida que se foi contigo!...
Claudia Dimer
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Soneto sem fim
A minha dor não tem um fim, não tem!
Eternamente fez em mim morada.
E chora essa minha alma entre o desdém
Um choro de criança abandonada.
Não a conheço ou sei de onde é que vem,
Procuro a causa e não encontro nada.
Talvez ela me venha de ninguém,
De ser ninguém, ou de não ser amada.
Se um instante, de mim se compadece,
Fica invisível como o Arlequim
Mas, para me zombar reaparece!
Eu trago tanta dor dentro de mim
Que a expressaria apenas se eu fizesse
Um Soneto que não tivesse fim!...
Claudia Dimer
A minha dor não tem um fim, não tem!
Eternamente fez em mim morada.
E chora essa minha alma entre o desdém
Um choro de criança abandonada.
Não a conheço ou sei de onde é que vem,
Procuro a causa e não encontro nada.
Talvez ela me venha de ninguém,
De ser ninguém, ou de não ser amada.
Se um instante, de mim se compadece,
Fica invisível como o Arlequim
Mas, para me zombar reaparece!
Eu trago tanta dor dentro de mim
Que a expressaria apenas se eu fizesse
Um Soneto que não tivesse fim!...
Claudia Dimer
sexta-feira, 29 de março de 2013
Páscoa
Lembro a Páscoa nos dias de criança;
Cheia de amor carinho e inocência,
Sinônimo de toda a esperança,
Ressurreição, renovo e consciência.
Na véspera, à noite, em sonolência
Ia dormir na espera e numa ânsia
Que o dia amanhecesse. Que lembrança!
Que imagem agradável da existência!
Tão humilde o meu Pai mas a sorrir
Comprava o chocolate que podia.
Dizia: É o coelhinho!... a se fingir...
Que mentirinha doce! Que alegria!
Papai não era o único a mentir...
Também de acreditar eu me fingia!
Lembro a Páscoa nos dias de criança;
Cheia de amor carinho e inocência,
Sinônimo de toda a esperança,
Ressurreição, renovo e consciência.
Na véspera, à noite, em sonolência
Ia dormir na espera e numa ânsia
Que o dia amanhecesse. Que lembrança!
Que imagem agradável da existência!
Tão humilde o meu Pai mas a sorrir
Comprava o chocolate que podia.
Dizia: É o coelhinho!... a se fingir...
Que mentirinha doce! Que alegria!
Papai não era o único a mentir...
Também de acreditar eu me fingia!
segunda-feira, 25 de março de 2013
FESTIM
Morre o Sol... a penumbra principía...
Mas não há luto, a noite é um Festim!
O vento canta, o mar se contagia,
E as ondas dançam num bailar sem fim.
Estrelas se iluminam de alegria.
Se perfuma a Coirana no jardim!
O céu de azul cobalto se atavia,
As nuvens vestem trages de cetim.
O monte, de beleza embriagado,
Esconde o brando Sol que é transformado
Na última luz; um pálido filete...
A Lua a transbordar - bandeja prata,
Sobre a mesa adornada; a verde mata,
Serve o clarão à terra, em gran' Banquete!
Claudia Dimer
segunda-feira, 11 de março de 2013
Estrelas
Estrelas que falavam aos poetas
Que eram capazes de entender e ouvi-las
Palavras comoventes e completas
Deixando todos pasmos a seguí-las
Estrelas dos amantes, dos estetas,
Nas noites pelos campos pelas vilas...
Nas saudades em ânsias já repletas
Luzindo o amor das almas a remí-las
Falai ao homem que meu ser mais quer,
Vós que deixais poetas comovidos,
Estrelas não faleis a mim! Eu clamo!
Se a noite contemplando ele estiver
Venham todas! gritai aos seus ouvidos;
Venham todas! Dizei o quanto eu o amo!
Que eram capazes de entender e ouvi-las
Palavras comoventes e completas
Deixando todos pasmos a seguí-las
Estrelas dos amantes, dos estetas,
Nas noites pelos campos pelas vilas...
Nas saudades em ânsias já repletas
Luzindo o amor das almas a remí-las
Falai ao homem que meu ser mais quer,
Vós que deixais poetas comovidos,
Estrelas não faleis a mim! Eu clamo!
Se a noite contemplando ele estiver
Venham todas! gritai aos seus ouvidos;
Venham todas! Dizei o quanto eu o amo!
quinta-feira, 7 de março de 2013
Casinha linda
Casinha linda, envolta ao verde e às flores;
Castelo dos meus sonhos infantis!
A desenhava em meio a um céu de cores,
Morando nela a infância foi feliz.
Dela mudei-me. À tarde um sino, em dores
Parece,soluçava na Matriz...
Juntei os meus brinquedos (meus valores)
Meu balancinho na árvore desfiz.
Casinha linda! Ainda eu a desenho;
Daquela tarde lembro e triste venho
A rabiscá-la em tinta de nanquim...
Desenho essa minh'alma que sorria
Juntando uma bagagem de alegria
Naquela tarde, a se mudar de mim...
Casinha linda, envolta ao verde e às flores;
Castelo dos meus sonhos infantis!
A desenhava em meio a um céu de cores,
Morando nela a infância foi feliz.
Dela mudei-me. À tarde um sino, em dores
Parece,soluçava na Matriz...
Juntei os meus brinquedos (meus valores)
Meu balancinho na árvore desfiz.
Casinha linda! Ainda eu a desenho;
Daquela tarde lembro e triste venho
A rabiscá-la em tinta de nanquim...
Desenho essa minh'alma que sorria
Juntando uma bagagem de alegria
Naquela tarde, a se mudar de mim...
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Lua na vidraça
Claudia Dimer
Eu sou a Lua branca na janela
À noite, quando o sono em ti viceja...
Dorme, amor! Que teu ser em sonho veja
A Lua que teu sono brando vela!
Eu sou a Lua triste! Sim, sou ela
Que ao vidro da janela encosta e o beija
Rezando p´ra que o dia não esteja
Surgindo; que ele o meu brilhar cancela!
Eu sou a Lua muda e entristecida,
Claudia Dimer
Eu sou a Lua branca na janela
À noite, quando o sono em ti viceja...
Dorme, amor! Que teu ser em sonho veja
A Lua que teu sono brando vela!
Eu sou a Lua triste! Sim, sou ela
Que ao vidro da janela encosta e o beija
Rezando p´ra que o dia não esteja
Surgindo; que ele o meu brilhar cancela!
Eu sou a Lua muda e entristecida,
A noite escura e fria é minha vida,
Teu sono é a indiferença para mim...
Teu sono é a indiferença para mim...
Raiando o Sol luzente, a noite passa,
Acorda, amor! Acorda! Olha a vidraça;
Está vazia... é dia, é já meu fim!...
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