domingo, 23 de outubro de 2011
Ter tudo
Pudera eu ser suprema, sem igual!
Ó nuvem, ter o céu no qual desmaias!
Ter ares imponentes como as faias
Que não se curvam ante o vendaval.
Conter nas próprias mãos o bem, o mal,
O místico saber de antigos Maias,
A força das marés por sobre as praias,
Pudera como um deus ser imortal!
Ah! Meu amor! Ter tudo em meu viver!
E um anjo puro vir me conceder
Ter nome de mais sábia dentre os sábios....
Ter todas as riquezas deste mundo!
Mas trocaria tudo em um segundo
Por um ardente beijo dos teus lábios!
Claudia Dimer
sábado, 17 de setembro de 2011
Dialogo
O teu amor morreu? Pergunta o mar.
Pareço ouvir em seus murmurios risos...
E os ventos nuns gemidos indivisos
Parecem dessa morte debochar.
E segue a natureza a perguntar...
( Sinto os sonhos efêmeros, concisos )
Ergo os olhos... meus labios indecisos
Não sabem se terão resposta a dar.
Mas digo: O amor não morre, não... jamais!
Apenas dorme em sonhos esquecidos
E acorda como um campo todo em flor!...
Cala-te mar! Vós ventos, não gemais!
Contenham vossos sons, vossos ruídos...
Silêncio!! Eis a dormir o meu amor!
Claudia Dimer
O teu amor morreu? Pergunta o mar.
Pareço ouvir em seus murmurios risos...
E os ventos nuns gemidos indivisos
Parecem dessa morte debochar.
E segue a natureza a perguntar...
( Sinto os sonhos efêmeros, concisos )
Ergo os olhos... meus labios indecisos
Não sabem se terão resposta a dar.
Mas digo: O amor não morre, não... jamais!
Apenas dorme em sonhos esquecidos
E acorda como um campo todo em flor!...
Cala-te mar! Vós ventos, não gemais!
Contenham vossos sons, vossos ruídos...
Silêncio!! Eis a dormir o meu amor!
Claudia Dimer
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
É teu amor
É teu amor p'ra mim longínquo espaço!
Ideia de sofrer, mais resumida.
Mas me impulsiono inteira, desmedida,
A procurar lugar no teu abraço.
É teu amor a busca e meu cansaço
De procurar-te humilde e enaltecida,
De proteger-te, mas, desprotegida...
É teu amor meus sonhos que desfaço!
É teu amor oasis tão distante,
Rumo incerto dos passos vacilantes,
Profundidade insólita do mar...
Tentar chegar a tí é caminhar
Rumo ao sol no horizonte em belos dias;
Quanto mais me aproximo... distancias!
Claudia Dimer
É teu amor p'ra mim longínquo espaço!
Ideia de sofrer, mais resumida.
Mas me impulsiono inteira, desmedida,
A procurar lugar no teu abraço.
É teu amor a busca e meu cansaço
De procurar-te humilde e enaltecida,
De proteger-te, mas, desprotegida...
É teu amor meus sonhos que desfaço!
É teu amor oasis tão distante,
Rumo incerto dos passos vacilantes,
Profundidade insólita do mar...
Tentar chegar a tí é caminhar
Rumo ao sol no horizonte em belos dias;
Quanto mais me aproximo... distancias!
Claudia Dimer
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Te seguirei
Irei contigo, amor... irei agora...
Tu me serás abrigo e compania,
Eu te serei a brisa, a calmaria,
Teremos um ao outro mundo afora.
Iremos p'ra onde o amor eterno mora...
Moraremos ao lado da alegria!
De noite a luz da lua serviría
De této e quando dia, a luz da aurora.
Te seguirei, amor, por onde fores
e sob os nossos pés nascerão flores
Que enfeitarão de sonhos as estradas...
No calor do verão, um passarinho
Há de pousar p'ra descansar juntinho
Das nossas duas sombras abraçadas.
Claudia Dimer
Irei contigo, amor... irei agora...
Tu me serás abrigo e compania,
Eu te serei a brisa, a calmaria,
Teremos um ao outro mundo afora.
Iremos p'ra onde o amor eterno mora...
Moraremos ao lado da alegria!
De noite a luz da lua serviría
De této e quando dia, a luz da aurora.
Te seguirei, amor, por onde fores
e sob os nossos pés nascerão flores
Que enfeitarão de sonhos as estradas...
No calor do verão, um passarinho
Há de pousar p'ra descansar juntinho
Das nossas duas sombras abraçadas.
Claudia Dimer
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Três palavras
Amor, te escrevo agora este soneto.
Que ele te expresse o quanto que eu te quero!
Que traduza o que sinto e seja, espero;
Leve, perfeito, magico, completo.
Mas...ah! chegando aqui neste quarteto
Não achei o argumento pleno, austero
Que entranhasse em teu ser...procuro esmero...
Encontrarei palavras te prometo.
Porque de tanto amar e te querer
Não sei o que falar...o que escrever?
Me somem lindos versos se os procuro!
Me fogem belas frases se eu as chamo...
Mas do meu coração singelo e puro
Restaram três palavras; Eu... Te... Amo!
Claudia Dimer
Amor, te escrevo agora este soneto.
Que ele te expresse o quanto que eu te quero!
Que traduza o que sinto e seja, espero;
Leve, perfeito, magico, completo.
Mas...ah! chegando aqui neste quarteto
Não achei o argumento pleno, austero
Que entranhasse em teu ser...procuro esmero...
Encontrarei palavras te prometo.
Porque de tanto amar e te querer
Não sei o que falar...o que escrever?
Me somem lindos versos se os procuro!
Me fogem belas frases se eu as chamo...
Mas do meu coração singelo e puro
Restaram três palavras; Eu... Te... Amo!
Claudia Dimer
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Negação
Quanto mais me negares teu amor
Verás que mais te amo intensamente!
Quando o vento arremessa a fragil flor
Mais lhe ajuda a espalhar sua semente.
E notes que nem mesmo estás ciênte
Que eu ganho quando perco e que esta dor
Da tua indiferença vem me por
no coração o amor que me é presente.
E quando me rebaixas, mais me ergo,
Se a mim fechas os olhos, mais enxergo
Meu sentimento em grandes proporções...
É tua negação tão eficaz?
Se me negando o amor, o amor me pões,
No quanto mais me negas, mais me dás!
Claudia Dimer
Verás que mais te amo intensamente!
Quando o vento arremessa a fragil flor
Mais lhe ajuda a espalhar sua semente.
E notes que nem mesmo estás ciênte
Que eu ganho quando perco e que esta dor
Da tua indiferença vem me por
no coração o amor que me é presente.
E quando me rebaixas, mais me ergo,
Se a mim fechas os olhos, mais enxergo
Meu sentimento em grandes proporções...
É tua negação tão eficaz?
Se me negando o amor, o amor me pões,
No quanto mais me negas, mais me dás!
Claudia Dimer
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Minha ilusão
Minha ilusão é forte. Que ela cresça
Como um algo real, indestrutivel!
Não morre nem que a terra se estremeça
E o mar transborde além do proprio nivel.
Perder minha ilusão me é impossivel,
Por mais perdida que ela te pareça...
Se queres que eu a deixe, amor, esqueça!
Que se eu deixar a vida é mais plausivel.
E com essa ilusão fiz aliança,
Ela se abriga em torno da esperança
De que um dia me ames novamente...
Te cansas, meu amor, se simplesmente
Tirar minha ilusão é teu empenho,
Pois quanto mais me tiras, mais eu tenho!
Claudia Dimer
Minha ilusão é forte. Que ela cresça
Como um algo real, indestrutivel!
Não morre nem que a terra se estremeça
E o mar transborde além do proprio nivel.
Perder minha ilusão me é impossivel,
Por mais perdida que ela te pareça...
Se queres que eu a deixe, amor, esqueça!
Que se eu deixar a vida é mais plausivel.
E com essa ilusão fiz aliança,
Ela se abriga em torno da esperança
De que um dia me ames novamente...
Te cansas, meu amor, se simplesmente
Tirar minha ilusão é teu empenho,
Pois quanto mais me tiras, mais eu tenho!
Claudia Dimer
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