Minha Mestra
Era a dona do mais sereno olhar;
O seu riso uma musica, uma orquestra.
No rostinho a ternura, a cor e um ar
Que o infantil coração atrai, sequestra.
Com alegria a ensinei brincar,
Qual dono amável que um bichano adestra,
Eu ensinei quem me ensinou a amar...
Eu ensinei a minha própria Mestra!
Segurei-a tão pouco nos meus braços,
Pequeno tempo para grandes laços,
Pequena paz, enorme desengano!...
A tiraram de mim em triste tarde;
De saudade minha alma ainda arde...
Minha doce boneca feita em pano!
Claudia Dimer
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Sonho dos anjos
Não sabem? essa vida é nada mais
Que sonhos irreais, enternecidos,
Dos anjos que dormiram, languescidos,
Sonhando ter a vida dos mortais.
E a mortes que nos causam tantos ais
São sonhos, lá no céu, interrompidos,
Dos anjos que acordaram com ruídos
Nas portas das entradas celestiais.
Ó anjos tão cruéis, por que acordais?
Só para dar um fim a nós sofridos?
Os vossos sonhos são por nós vividos,
Quando terminam... ah! Nos dói demais!
Claudia Dimer
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Que beijo!
Que beijo! Que caricias! Ah! Que triste!
Que triste o teu abraço ardente e terno!
Um beijo que tornou verão o inverno...
Parece que aos céus num véu subiste!
Meu ser devoto a ti, leal - antiste
No templo do meu sonho altivo, eterno
Desceu ao interior de algum inferno...
Que beijo! Que caricias! Ah! Que triste!
Que olhar! Qual brilho intenso que o vestias?
Qual nuvem que alcançaste que não vias
Minha alma a languescer junto a tardinha?...
Que beijo! Que caricias! Que tormentos!
Teus lábios desejantes e sedentos
Beijavam outra boca, não a minha!
Claudia Dimer
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Choram tantos a cinza cor maçante
Choram tantos a cinza cor maçante
Do fim. Na estrada mórbida, sombria!
Perdidos na desgraça massacrante
Choram tantos a treva eu choro o dia!
Para muitos a morte amargurante
É um poço de tormenta e de agonia,
Não vêem entre o pranto vil, constante,
Que é ela quem trará toda a alegria?!
Choram tristes ,caídos pela terra,
Que há de sorver a lágrima que escorre
Nesse mundo de angustia, horror e guerra!...
Segue a existência audaz e envaidecida;
Menos lembrado o vivo, que quem morre...
Choram tantos a morte, eu choro a vida!
Claudia Dimer
Do fim. Na estrada mórbida, sombria!
Perdidos na desgraça massacrante
Choram tantos a treva eu choro o dia!
Para muitos a morte amargurante
É um poço de tormenta e de agonia,
Não vêem entre o pranto vil, constante,
Que é ela quem trará toda a alegria?!
Choram tristes ,caídos pela terra,
Que há de sorver a lágrima que escorre
Nesse mundo de angustia, horror e guerra!...
Segue a existência audaz e envaidecida;
Menos lembrado o vivo, que quem morre...
Choram tantos a morte, eu choro a vida!
Claudia Dimer
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Eu quis ver Deus em toda a sua essência;
Em ânsia o procurei pelos lugares...
Com ritos, orações e penitência
Em Catedrais de esplêndidos altares!
Quis ser Cristã de modos exemplares,
Santifiquei-me em toda a consciência.
Larguei os vícios fúteis e vulgares
E quis a salvação por consequência.
Um dia a caminhar,de alma ditosa,
Surge um menino andando na calçada
A esmolar... que cena tão penosa!...
Maltrapilho, pés sujos, rosto triste,
Pensei ouvir qual voz amargurada:
Passei por ti , e ansiosa, não me viste!
Eu quis ver Deus
Claudia Dimer
Em ânsia o procurei pelos lugares...
Com ritos, orações e penitência
Em Catedrais de esplêndidos altares!
Quis ser Cristã de modos exemplares,
Santifiquei-me em toda a consciência.
Larguei os vícios fúteis e vulgares
E quis a salvação por consequência.
Um dia a caminhar,de alma ditosa,
Surge um menino andando na calçada
A esmolar... que cena tão penosa!...
Maltrapilho, pés sujos, rosto triste,
Pensei ouvir qual voz amargurada:
Passei por ti , e ansiosa, não me viste!
Eu quis ver Deus
Claudia Dimer
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
O amor é como a luz
Amor - fulgente luz, sonhar radiante!
Meu ser eternamente a iluminar...
Um mágico farol sempre a ofuscar,
Que já não vejo nada mais adiante
Tenho todo esse brilho em meu andar,
Em meu viver, em meu sentir constante,
Mas se vivo sozinha à todo instante,
O que é esse alvo ardor a me clarear?
É o sorriso de um anjo, comovido,
Ou o abraço de Deus, imerecido?
Por que esta luz norteia meu caminho?...
Situações - difícil compreendê - las;
A Lua acompanhada das estrelas,
O Sol, que tem mais luz, está sozinho!
Claudia Dimer
Amor - fulgente luz, sonhar radiante!
Meu ser eternamente a iluminar...
Um mágico farol sempre a ofuscar,
Que já não vejo nada mais adiante
Tenho todo esse brilho em meu andar,
Em meu viver, em meu sentir constante,
Mas se vivo sozinha à todo instante,
O que é esse alvo ardor a me clarear?
É o sorriso de um anjo, comovido,
Ou o abraço de Deus, imerecido?
Por que esta luz norteia meu caminho?...
Situações - difícil compreendê - las;
A Lua acompanhada das estrelas,
O Sol, que tem mais luz, está sozinho!
Claudia Dimer
domingo, 9 de dezembro de 2012
Nocte Silenti
Ouve o silêncio, amor, a noite desce;
A noite desce silenciosamente...
Surge a lua calada docemente,
Tranquila a bela Sirius resplandece.
Vazia a rua, plácida emudece,
O vento cessa o seu cantar dolente,
Aquieta-se o labor amarescente
E todo som no ar desaparece.
Somente eu, desvairada, falo e grito
Quebrando essa quietude do infinito,
A perguntar por ti, por mim, por nós...
Como a noite que a terra silencia,
Nesse momento, amor, eu só queria
Teu beijo a silenciar a minha voz!
Claudia Dimer
Ouve o silêncio, amor, a noite desce;
A noite desce silenciosamente...
Surge a lua calada docemente,
Tranquila a bela Sirius resplandece.
Vazia a rua, plácida emudece,
O vento cessa o seu cantar dolente,
Aquieta-se o labor amarescente
E todo som no ar desaparece.
Somente eu, desvairada, falo e grito
Quebrando essa quietude do infinito,
A perguntar por ti, por mim, por nós...
Como a noite que a terra silencia,
Nesse momento, amor, eu só queria
Teu beijo a silenciar a minha voz!
Claudia Dimer
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