Nunca mais
Do porto ele partiu, na tarde morna,
As ondas se arremessam contra o cais...
Pergunto ao mar revolto: O amor retorna?
Eu penso responder-me; Nunca mais!
O sol, de um ouro opaco, a tarde adorna...
Ao vento eu interrogo: Aonde vais?
Buscar o meu amor? Ele contorna
O céu, como exclamando; Nunca mais!
Pelos caminhos sigo a lamentar,
E o meu amor? Será que vai voltar?
Vou indagando até os pedregais...
Ouço um clamor ao ar, alguém chorando,
Parece a natureza pronunciando;
Nunca mais, nunca mais e nunca mais!
Claudia Dimer
quinta-feira, 8 de março de 2012
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Os passos dos meus sonhos
Hoje eu tentei chorar, mas, não consigo...
Se já secou meu pranto eu choraria?
Levaste minha paz, o amor que ia
No teu Adeus, deixou a dor comigo.
Levaste meu querer e mais te digo:
Foi junto ao teu andar minha alegria.
Numa expressão poética diria
Que todo meu sonhar se foi contigo!
Se um dia em teus caminhos amorosos
Ouvires sons de um passos vagarosos
Indo após ti , nalgum triste gemido,
Não penses que estarás enlouquecido
E não te espantes, não!... irás ouvindo
Os passos dos meus sonhos te seguindo...
Claudia Dimer
Hoje eu tentei chorar, mas, não consigo...
Se já secou meu pranto eu choraria?
Levaste minha paz, o amor que ia
No teu Adeus, deixou a dor comigo.
Levaste meu querer e mais te digo:
Foi junto ao teu andar minha alegria.
Numa expressão poética diria
Que todo meu sonhar se foi contigo!
Se um dia em teus caminhos amorosos
Ouvires sons de um passos vagarosos
Indo após ti , nalgum triste gemido,
Não penses que estarás enlouquecido
E não te espantes, não!... irás ouvindo
Os passos dos meus sonhos te seguindo...
Claudia Dimer
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Olha meu rosto
Não geme a rocha às ondas açoitantes...
Não grita a rosa ao vento que a desfolha!
Olha meu rosto, amor, como quem olha
Um lírio mudo aos vendavais possantes.
O teu Adeus é lágrima que molha
Os olhos meus em mágoas sufocantes...
Te sigo perdoando em meus instantes
Até que em paz a morte me recolha!
Sofrer rancor minh'alma não merece.
Quero que brilhes como a luz do dia
Pois que já sou da vida a noite escura...
Elevo minha dor aos céus em prece;
Que Deus te dê em forma de alegria
O quanto que me destes de amargura!
Claudia Dimer
Não geme a rocha às ondas açoitantes...
Não grita a rosa ao vento que a desfolha!
Olha meu rosto, amor, como quem olha
Um lírio mudo aos vendavais possantes.
O teu Adeus é lágrima que molha
Os olhos meus em mágoas sufocantes...
Te sigo perdoando em meus instantes
Até que em paz a morte me recolha!
Sofrer rancor minh'alma não merece.
Quero que brilhes como a luz do dia
Pois que já sou da vida a noite escura...
Elevo minha dor aos céus em prece;
Que Deus te dê em forma de alegria
O quanto que me destes de amargura!
Claudia Dimer
sábado, 12 de novembro de 2011
Sem teu amor
Sem teu amor meus sonhos são distantes...
Não existem Glicínias a brotar,
Há noites sem estrelas, sem luar,
Ruas sem passos, mar sem navegantes!
Meus olhos são crianças mendicantes
Sozinhas pela vida, sem ter lar,
Anelam por visões acariciantes;
Teus beijos ternos, plenos de sonhar!
Os dias nunca voltam, passam, passam...
Teus braços que eu desejo não me abraçam,
Tristonho o Lisianto descolora...
Tem minha dor a imensidão dos mares
E é teu amor sumindo pelos ares
Leve gota de orvalho que evapora...
Claudia Dimer
Não existem Glicínias a brotar,
Há noites sem estrelas, sem luar,
Ruas sem passos, mar sem navegantes!
Meus olhos são crianças mendicantes
Sozinhas pela vida, sem ter lar,
Anelam por visões acariciantes;
Teus beijos ternos, plenos de sonhar!
Os dias nunca voltam, passam, passam...
Teus braços que eu desejo não me abraçam,
Tristonho o Lisianto descolora...
Tem minha dor a imensidão dos mares
E é teu amor sumindo pelos ares
Leve gota de orvalho que evapora...
Claudia Dimer
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Migalhas De Ternura
Quem pôs tanta beleza sobre as rosas
Pra serem belas, poucos, poucos dias?
Quem inventou milhares de alegrias
E as incontáveis chagas dolorosas?
Quem une a vida e a morte em nostalgias?
Quem fez os lindos olhos e penosas
As lágrimas que escorrem, grandiosas
As esperanças mortas de agonias?
Se é Deus quem tudo faz, quis me dotar
De ardentes lábios pra jamais beijar,
Querer o sol e ter a noite escura...
Foi Deus quem me deu gestos de rainha
Pra mendigar migalhas de ternura,
Amar, amar, amar e ser sozinha!
Claudia Dimer
Quem pôs tanta beleza sobre as rosas
Pra serem belas, poucos, poucos dias?
Quem inventou milhares de alegrias
E as incontáveis chagas dolorosas?
Quem une a vida e a morte em nostalgias?
Quem fez os lindos olhos e penosas
As lágrimas que escorrem, grandiosas
As esperanças mortas de agonias?
Se é Deus quem tudo faz, quis me dotar
De ardentes lábios pra jamais beijar,
Querer o sol e ter a noite escura...
Foi Deus quem me deu gestos de rainha
Pra mendigar migalhas de ternura,
Amar, amar, amar e ser sozinha!
Claudia Dimer
domingo, 23 de outubro de 2011
Ter tudo
Pudera eu ser suprema, sem igual!
Ó nuvem, ter o céu no qual desmaias!
Ter ares imponentes como as faias
Que não se curvam ante o vendaval.
Conter nas próprias mãos o bem, o mal,
O místico saber de antigos Maias,
A força das marés por sobre as praias,
Pudera como um deus ser imortal!
Ah! Meu amor! Ter tudo em meu viver!
E um anjo puro vir me conceder
Ter nome de mais sábia dentre os sábios....
Ter todas as riquezas deste mundo!
Mas trocaria tudo em um segundo
Por um ardente beijo dos teus lábios!
Claudia Dimer
sábado, 17 de setembro de 2011
Dialogo
O teu amor morreu? Pergunta o mar.
Pareço ouvir em seus murmurios risos...
E os ventos nuns gemidos indivisos
Parecem dessa morte debochar.
E segue a natureza a perguntar...
( Sinto os sonhos efêmeros, concisos )
Ergo os olhos... meus labios indecisos
Não sabem se terão resposta a dar.
Mas digo: O amor não morre, não... jamais!
Apenas dorme em sonhos esquecidos
E acorda como um campo todo em flor!...
Cala-te mar! Vós ventos, não gemais!
Contenham vossos sons, vossos ruídos...
Silêncio!! Eis a dormir o meu amor!
Claudia Dimer
O teu amor morreu? Pergunta o mar.
Pareço ouvir em seus murmurios risos...
E os ventos nuns gemidos indivisos
Parecem dessa morte debochar.
E segue a natureza a perguntar...
( Sinto os sonhos efêmeros, concisos )
Ergo os olhos... meus labios indecisos
Não sabem se terão resposta a dar.
Mas digo: O amor não morre, não... jamais!
Apenas dorme em sonhos esquecidos
E acorda como um campo todo em flor!...
Cala-te mar! Vós ventos, não gemais!
Contenham vossos sons, vossos ruídos...
Silêncio!! Eis a dormir o meu amor!
Claudia Dimer
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