O sol se deita em leito de tristeza,
A noite desce envolta em negro pano...
Se a claridade mostra uma certeza,
Na escuridão mais vejo o meu engano!
Sob a penumbra as casas são silêntes,
A rua é temerosa e solitária
Com meus olhos cansados e dormentes
No sono busco a morte temporária.
Apague a luz!... Ó noite, apague os astros!
Quero dormir e em sonhos ver ao mar
Brancos navios a vela e altos mastros,
P'ra além da realidade navegar...
Igual criança ingênua que se deita,
Dormir... sonhar que a vida é tão perfeita!
Claudia Dimer
domingo, 20 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Depois...
Ao dia da Poesia
Depois da tempestade vem a brisa,
Depois da noite escura o lindo dia,
Depois da agitação o mar desliza
Sobre um silêncio envolto de magia!
Depois da solidão a compania
Que meu coração busca e prioriza.
Depois que corta a dor a alma incisa
Retorna o alivio; Paz que o amor recria!
Depois do pranto vem todo o sorriso,
Depois do inferno vem o paraiso,
Depois do mal ressurgem bens diversos...
E se fenece, a flor renascerá,
Depois da minha morte surgirá
A minha vida escrita nestes versos!
Claudia Dimer
Depois da tempestade vem a brisa,
Depois da noite escura o lindo dia,
Depois da agitação o mar desliza
Sobre um silêncio envolto de magia!
Depois da solidão a compania
Que meu coração busca e prioriza.
Depois que corta a dor a alma incisa
Retorna o alivio; Paz que o amor recria!
Depois do pranto vem todo o sorriso,
Depois do inferno vem o paraiso,
Depois do mal ressurgem bens diversos...
E se fenece, a flor renascerá,
Depois da minha morte surgirá
A minha vida escrita nestes versos!
Claudia Dimer
quinta-feira, 10 de março de 2011
Duas vozes
Eu tenho duas vozes que discutem;
A voz da boca, a outra interior
E os sons das duas vibram, repercutem,
Uma a exclamar: Razão! A outra: Amor!
Ó tu, luz a descer aos dias meus!
Só queres confundir meu pensamento?
Pois se a primeira voz te diz Adeus
A outra diz: Te amo!... Que tormento!
E as duas vozes seguem murmurando,
Se uma se cala a outra está falando,
Me deixam louca, até me desespero!...
A voz da boca diz: Como eu te odeio!
Mas a interior me grita em devaneio:
Amor, Amor, Amor, como eu te quero!
Claudia Dimer
A voz da boca, a outra interior
E os sons das duas vibram, repercutem,
Uma a exclamar: Razão! A outra: Amor!
Ó tu, luz a descer aos dias meus!
Só queres confundir meu pensamento?
Pois se a primeira voz te diz Adeus
A outra diz: Te amo!... Que tormento!
E as duas vozes seguem murmurando,
Se uma se cala a outra está falando,
Me deixam louca, até me desespero!...
A voz da boca diz: Como eu te odeio!
Mas a interior me grita em devaneio:
Amor, Amor, Amor, como eu te quero!
Claudia Dimer
domingo, 6 de fevereiro de 2011
AMOR DUVIDOSO
Me queres ou me odeias? Vivo a beira
De uma incerta certeza! Estou ciênte;
Teu amor é mentira verdadeira,
Verdade dita mentirosamente.
Me buscas? Me deixas? Qual poeira
O teu amor ao vento se extermina!...
Me faz sentir feliz, completa, inteira,
Me lanças numa dor que desatina...
Teu amor não me enxerga, não me nota.
Do teu peito ou do orgulho, de onde brota?
Nessa duvida intensa vou vivendo...
Do teu amor, confesso; pouco entendo!
Sei que igual caudaloso rio corre...
Só não sei onde nasce ou onde morre!
Claudia Dimer
De uma incerta certeza! Estou ciênte;
Teu amor é mentira verdadeira,
Verdade dita mentirosamente.
Me buscas? Me deixas? Qual poeira
O teu amor ao vento se extermina!...
Me faz sentir feliz, completa, inteira,
Me lanças numa dor que desatina...
Teu amor não me enxerga, não me nota.
Do teu peito ou do orgulho, de onde brota?
Nessa duvida intensa vou vivendo...
Do teu amor, confesso; pouco entendo!
Sei que igual caudaloso rio corre...
Só não sei onde nasce ou onde morre!
Claudia Dimer
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Soneto da grande luta
São eles! um exército chegando!
São de paz e de fé as suas lanças...
Milhares de meus sonhos vem marchando,
Trazem as marcas das desesperanças.
Meu coração exausto vem na frente;
Traz erguida a bandeira da paciência!
Saíram abatidos da crescente
Escuridão da minha adolescência.
São eles! corajosos regressaram
Meus sonhos... e com eles retornaram
Meus risos ( todos salvos por um triz )
Meus olhos de mil lágrimas molhados...
Vieram vitoriosos mas cansados
Da grande luta por viver feliz.
Claudia Dimer
São eles! um exército chegando!
São de paz e de fé as suas lanças...
Milhares de meus sonhos vem marchando,
Trazem as marcas das desesperanças.
Meu coração exausto vem na frente;
Traz erguida a bandeira da paciência!
Saíram abatidos da crescente
Escuridão da minha adolescência.
São eles! corajosos regressaram
Meus sonhos... e com eles retornaram
Meus risos ( todos salvos por um triz )
Meus olhos de mil lágrimas molhados...
Vieram vitoriosos mas cansados
Da grande luta por viver feliz.
Claudia Dimer
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Soneto de afirmação
Não quero nada, enfim... nada impossivel!
Só quero a leve brisa junto ao mar...
Alguma paz do céu, doce, tangível
Que só a tem quem sabe acreditar.
Não quero a conclusão das teorias,
Eu sou poeta e vivo de sonhar!
Só quero um mundo imerso em fantasias
Onde meus versos possam se espalhar...
Nada me prende, nada me fascina,
Nenhuma luz esplêndida ilumina
Mais do que o amor, afirmo convencida!
E dentre as coisas que escolhi da vida
Somente estas podem me alegrar:
"Amar, amar, amar, amar e amar".
Só quero a leve brisa junto ao mar...
Alguma paz do céu, doce, tangível
Que só a tem quem sabe acreditar.
Não quero a conclusão das teorias,
Eu sou poeta e vivo de sonhar!
Só quero um mundo imerso em fantasias
Onde meus versos possam se espalhar...
Nada me prende, nada me fascina,
Nenhuma luz esplêndida ilumina
Mais do que o amor, afirmo convencida!
E dentre as coisas que escolhi da vida
Somente estas podem me alegrar:
"Amar, amar, amar, amar e amar".
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